Fundado no
ano de 1544 por D. Frei André de Torquemada, religioso franciscano coadjutor do
Arcebispo D. Manuel de Sousa, foi o primeiro convento a surgir em Braga.
Convento feminino da ordem de S. Francisco, ocupava toda a zona Nascente do
Largo Carlos Amarante (que durante longo tempo foi logicamente chamado de Campo
dos Remédios), desde a Rua de S. Marcos até ao fundo da Rua de S. Lázaro. Do
edifício primitivo nada chegou à data da demolição. Do complexo conventual
demolido em 1911 é de destacar o monumental edifício setecentista que fazia
gaveto com a Rua de S. Marcos.
A igreja,
que se observava no início do século passado, foi a terceira que o convento
teve. A primeira não durou mais de 70 anos, tendo surgido um novo projecto em
1609, que em 1724 deu lugar àquele que foi demolido. Este último templo foi uma
obra do arquitecto vimaranense António Pinto de Sousa, mandado edificar pela
Abadessa D.ª Francisca de Serafins, onde se podiam admirar belos exemplares de
azulejos setecentistas alusivos à vida de S. Francisco, para além de um
fabuloso retábulo barroco que hoje pode ser visto na capela de Santa Marta da
Falperra.
A igreja tinha uma curiosa fachada com seis estátuas organizadas em três níveis, entre colunas torsas.
A igreja tinha uma curiosa fachada com seis estátuas organizadas em três níveis, entre colunas torsas.
Todos os elementos da fachada estão hoje espalhados
pelo recinto do Parque da Ponte. As imagens estão colocadas junto ao cruzeiro
de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, sendo que a imagem de S. João Baptista se
encontra na parede traseira da capela de S. João da Ponte assente num dos
conjuntos da fachada; as colunas estão no paredão que adorna o adro da capela;
alguns dos azulejos do interior da igreja forram hoje as paredes da referida
capela; as armas da ordem de S. Francisco que encimavam a fachada estão
num recanto, uns metros à frente do portão Sul do parque; e junto a elas, uma
pedra que outrora encimava a porta do templo onde se podem ler as seguintes
inscrições: ANNO DOMINI MDCCXXV (ano de 1725), que se referem ao ano
da edificação deste templo. Além destes elementos ainda podemos admirar,
espalhados pelo recinto do parque, alguns capitéis e outras pedras de cantaria
provenientes do extinto convento.
A cerca do
convento ocupava uma vasta área, e como se encontrava bastante degradado e,
havia já alguns anos abandonado, em 1907 o município solicitou ao governo a
cedência de parte da cerca para alargamento da futura Avenida João Franco
(actual Avenida da Liberdade).
As confrarias sediadas no templo solicitaram também, no mesmo ano, a cedência da igreja e sacristia, mas misteriosamente este requerimento desapareceu dos gabinetes estatais.
A 13 de Setembro de 1907 foi concedido ao município mais do que havia pedido, sendo agora detentor não só da cerca mas de todo o convento, incluindo o templo. As confrarias voltam a tentar a cedência do templo e, a 31 de Outubro do mesmo ano, o Governo acedeu ao pedido.
Contudo a Câmara de Braga opôs-se a esta deliberação por ter resolvido, entretanto, abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a Avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante, havendo a necessidade de cortar a igreja ao meio para alinhar a artéria com a fachada da igreja de S. Marcos. Porém o templo e dependências são cedidos às confrarias.
A Câmara entra, então, em negociações com as confrarias, mas tal não foi necessário pois o decreto que cedia a igreja às confrarias não foi incluído no despacho ministerial, logo ficaram na posse do município. Muitos movimentos cívicos se levantaram, protestando contra a decisão da Câmara de demolir o templo e convento, mas de nada valeu pois no dia 3 de Abril de 1911 foi rezada a última missa na igreja e poucos dias depois foi demolida.
As confrarias sediadas no templo solicitaram também, no mesmo ano, a cedência da igreja e sacristia, mas misteriosamente este requerimento desapareceu dos gabinetes estatais.
A 13 de Setembro de 1907 foi concedido ao município mais do que havia pedido, sendo agora detentor não só da cerca mas de todo o convento, incluindo o templo. As confrarias voltam a tentar a cedência do templo e, a 31 de Outubro do mesmo ano, o Governo acedeu ao pedido.
Contudo a Câmara de Braga opôs-se a esta deliberação por ter resolvido, entretanto, abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a Avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante, havendo a necessidade de cortar a igreja ao meio para alinhar a artéria com a fachada da igreja de S. Marcos. Porém o templo e dependências são cedidos às confrarias.
A Câmara entra, então, em negociações com as confrarias, mas tal não foi necessário pois o decreto que cedia a igreja às confrarias não foi incluído no despacho ministerial, logo ficaram na posse do município. Muitos movimentos cívicos se levantaram, protestando contra a decisão da Câmara de demolir o templo e convento, mas de nada valeu pois no dia 3 de Abril de 1911 foi rezada a última missa na igreja e poucos dias depois foi demolida.
Para além
dos elementos transferidos para o Parque da Ponte, algumas telas a óleo foram
transferidas para o Arquivo distrital, sendo as imagens do templo espalhadas
por várias igrejas da cidade. Do convento saíram ainda algumas fontes incluindo
a fonte de Santa Bárbara que actualmente se encontra no jardim do mesmo nome, e
outros objectos que hoje se encontram em local desconhecido na posse de
particulares.
Com a
demolição desta igreja, Braga ganhou uma nova rua (Rua Gonçalo Sampaio) e um
fabuloso teatro (Theatro Circo – 1915), todavia perdeu um monumento que marca,
indelevelmente, a sua história.



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