@braga maior - Campo dos Remédios
O largo
Carlos Amarante é um dos principais espaços urbanos do centro histórico de
Braga. Marcado pela monumentalidade dos dois edifícios religiosos que hoje se
destacam nos seus limites, o seu primitivo nome foi Rossio de S. Marcos, devido
à existência de uma capela com as relíquias deste evangelista, trazidas
presumivelmente pelos templários para a cidade de Braga.
No século
XVI adquiriu importância no contexto urbano e vai passar a chamar-se de Campo
dos Remédios, devido ao edifício mais importante existente neste lugar: o
convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios.
Esta praça
vai assumir-se como tal particularmente após a chegada a Braga do arcebispo D.
Diogo de Sousa (1505-1532) que, ao criar um eixo de circulação entre a Sé e a
porta de São João, vai permitir uma utilização mais frequente desta saída da
cidade, que permitia o trânsito para Guimarães.
A porta de
S. João, ou porta “Orienta”, é mencionada, pelo menos, desde 1210,
localizando-se sensivelmente no lugar onde hoje se encontra a Casa dos Coimbras.
Demolida em 1867, a porta deteve importância motriz para o surgimento do espaço
que hoje denominamos largo Carlos Amarante, dado que surgiu na sequência da
iniciativa de D. Diogo de Sousa de construir “campos” junto a todas as portas
da muralha. Entretanto, o mesmo prelado vai abrir a rua dos Granjinhos - que
ligava o largo Carlos Amarante à antiga ermida de S. Lázaro – confirmando a
intenção de urbanizar esta área.
O hospital
de S. Marcos (entretanto reedificado por Carlos Amarante) foi o primeiro grande
edifício a dar forma a este conjunto urbano, dado ter sido fundado durante a
prelazia de D. Diogo de Sousa, em 1508.
Em seguida,
foi fundado o convento dos Remédios, no ano de 1544, por intermédio de D. Frei
André de Torquemada, religioso franciscano, tendo sido o primeiro convento a
surgir em Braga. Este cenóbio feminino, da ordem de S. Francisco, ocupava toda
a zona Nascente do largo Carlos Amarante, desde a rua de S. Marcos até ao fundo
da rua de S. Lázaro.
Do complexo conventual demolido em 1911, para permitir a construção do Theatro Circo, é de destacar o monumental edifício setecentista que fazia gaveto com a rua de S. Marcos e a igreja barroca. Alguns dos seus despojos foram espalhados pelo Parque da Ponte.
Do complexo conventual demolido em 1911, para permitir a construção do Theatro Circo, é de destacar o monumental edifício setecentista que fazia gaveto com a rua de S. Marcos e a igreja barroca. Alguns dos seus despojos foram espalhados pelo Parque da Ponte.
Nas décadas
de 30 e 40, completando o local onde estava o convento, surgiu o Cinema S.
Geraldo, que esteve em funcionamento até à década de 80, e, pouco tempo mais
tarde, surgiu a Auto Viação Marinho, central de camionetas desactivada nas
expropriações do 25 de Abril.











